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craques que partiram - carlinhos

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craques que partiram - carlinhos

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Luís Carlos Nunes da Silva
CARLINHOS - O VIOLINO
Meio-campo ( 77 anos )
* Rio de Janeiro, RJ (19/11/1937)

 Rio de Janeiro, RJ  (22/06/2015)

Sua história no Flamengo começa em 1954, no jogo de despedida de Biguá, que ao encerrar a carreira entrega suas chuteiras ao ainda jovem Carlinhos, formado nas categorias de base do clube após trocar o infantil do Botafogo pelo Flamengo. Flamenguista desde criança, entra no time jogando com ídolos pessoais, como Dequinha e Rubens
 
Carlinhos é considerado um dos melhores jogadores de meio campo de todos os tempos do futebol brasileiro, apesar de nunca ter feito carreira na Seleção Brasileira, disputando apenas uma partida, no ano de 1964 contra Portugal, no Maracanã. Esteve na lista de 41 jogadores convocados por Aimoré Moreira para a pré-preparação para a Copa do Mundo de 1962, mas para ter equilíbrio entre os convocados cariocas e paulistas, a comissão técnica acabou levando Zequinha, jogador do Palmeiras, para a reserva de Zito.

Repetindo o que fez Biguá, Carlinhos em sua partida de despedida, na vitória por 1x0 contra a Seleção Carioca pelo Troféu General Mendes de Morais, em 1970 no Maracanã, deu suas chuteiras para um garoto magricela que apontava como futuro grande craque... nada mais, nada menos do que Zico!

Carlinhos em sua despedida do futebol, entregando seu par de chuteiras para Zico.    

Mesmo após pendurar as chuteiras não perdeu vínculo com a Gávea, considerada por ele "sua segunda casa". Trabalhou no clube por muitos anos, e recebeu uma primeira oportunidade como treinador do time profissional ao substituir Paulo César Carpegiani, em 1983, onde atuou interinamente por apenas cinco partidas antes da chegada de Carlos Alberto Torres, que seria Tricampeão Brasileiro. Carlinhos chamava atenção pela habilidade com que diversas vezes contornou situações difíceis no clube, e em pouco tempo conseguiu se desvencilhar da condição de “eterno interino” passando a ser respeitado como treinador, após a conquista do Tetracampeonato Brasileiro, em 1987. Em 1991, com um time considerado mediano conquista o Campeonato Carioca. No ano de 1992, comanda o time na surpreendente reação no Campeonato Brasileiro e se sagra Pentacampeão sobre o Botafogo. Em 1999, assume um time recheado de garotos formados no clube e leva a equipe ao título Carioca e da Copa Mercosul. Sua última passagem pelo Flamengo ocorreu entre maio e outubro de 2000. Algum tempo após a sua demissão, Carlinhos assumiu o cargo de diretor técnico, cargou em que ficou por pouco tempo. 

Carlinhos chegou a treinar outros clubes como o Guarani, mas foi no Flamengo que se firmou como grande treinador, tendo sete passagens pela Gávea. É considerado por muitos, como melhor técnico da história do Flamengo, apesar da vasta lista de grandes treinadores que passaram pelo Mengão. 

No dia 12 de fevereiro desse ano, Carlinhos foi homenageado pelo clube com um busto de bronze em uma praça dentro do clube batizada com o seu nome. Na cerimônia, o clube também lhe ofereceu sete medalhas comemorativas, uma por cada título conquistado como treinador da equipe rubro-negra.    

A fala era sempre mansa. Seja nas resenhas do La Mamma, restaurante ali perto da sede do Flamengo na Gávea, onde gostava de se reunir com os amigos para tomar chope e contar bobagem... Seja na Boca Maldita, cantinho no próprio clube onde notáveis se reuniam para discutir passado, presente e futuro. Seja dentro de campo, onde, com seu estilo refinado e clássico de jogar, recebeu o carinhoso apelido de Violino e fez história com a camisa rubro-negra, ao ganhar um Rio-São Paulo (1961) e dois Cariocas (1963-1965). Seja no banco de reservas, onde depois comandou por várias vezes a equipe rubro-negra como treinador, conquistando títulos importantes, como dois Campeonatos Brasileiros (1987 e1992, sendo que no de 1983 chegou a treinar o clube alguns jogos como tampão até Carlos Alberto Torres assumir), três Cariocas (1991-1999-2000) e uma Copa Mercosul (1999). Luís Carlos Nunes da Silva até se reservava o direito de às vezes ter mau humor. Nada que atrapalhasse sua imagem de boa-praça. E de um dos maiores ídolos da história do Flamengo, que chora a sua morte, aos 77 anos, nesta segunda-feira. O velório acontecerá nesta terça-feira, entre 10h e 14h, na Gávea.carlinhos violino flamengo gávea (Foto: Globoesporte.com)Carlinhos na Gávea em 2013
Bastaria dizer que Carlinhos recebeu, quando garoto ainda no clube e iniciando sua carreira profissional, as chuteiras do grande Biguá, um dos maiores laterais-direitos do Flamengo, tricampeão carioca em 1953-54-55 e um dos deuses da raça, que encerrava sua trajetória. Bastaria dizer também que o Violino deu suas chuteiras na despedida dos gramados em 1970 a um menino franzino, lourinho, promessa dos juvenis que se tornaria o maior jogador da história rubro-negra. Sim, Zico recebeu dele a linda homenagem. Mas não ficou só nisso a sua passagem. Carlinhos foi o oitavo que mais vestiu a camisa vermelha e preta (567 partidas). Formou um inesquecível meio-campo com Nelsinho e Gérson. Na decisão carioca de 1963, diante do Fluminense e do maior público do Maracanã em jogos entre clubes (177.020 pessoas. Oficialmente, o total de torcedores chegou a 194.603.), comandou a equipe com sua habilidade e liderança em campo no empate que deu o título.
Pela Seleção, Carlinhos só jogou uma partida. Azar da Seleção. Foi em 1964, num amistoso contra Portugal. E o Violino por pouco não foi bicampeão mundial. Dois anos antes, nos preparativos para a Copa de 1962, o então treinador canarinho, Aymoré Moreira, convocou 41 jogadores para a primeira preparação. Desses, apenas 22 foram ao Chile. Para equilibrar os convocados de Rio e São Paulo, a comissão técnica preferiu levar, como reserva de Zito, Zequinha, do Palmeiras, em vez de Carlinhos.
Há alguns anos Carlinhos sofria com problemas de saúde. A elevação da taxa de ácido úrico causou problemas de cicatrização, obrigou a amputação de um dedo do pé, gerou complicações no sistema circulatório, perda de memória e, além disso, complicações na carótida e a necessidade de colocar pontes de safena. O chope, hábito quase diário do ex-atleta, teve de ser suspenso.
Como jogador, foi um meio-campista clássico, elegante, daí o apelido de "Violino". Defendeu o Flamengo de 1958 a 1969. Ganhou o Prêmio Belfort Duarte, dado na época a jogadores que nunca foram expulsos de campo. Como treinador, não perdeu a elegância. Raramente subia a voz para falar com os jogadores  durante suas sete passagens pela Gávea. Foram várias as vezes em que Carlinhos assumia como interino até ganhar o respeito dos dirigentes, torcedores e jogadores. Acostumado com os garotos nas divisões de base, lançou vários no time principal. Foi assim com o lateral-esquerdo Leonardo, no Brasileiro de 1987. Foi assim depois quando no título nacional de 1992 lançou no time uma base de juniores que tinha, entre outros, Djalminha, Nélio, Júnior Baiano, Marquinhos, Marcelinho Carioca e Paulo Nunes, entre outros. 

Tantas conquistas o fizeram ser homenageado na Gávea, local que frequentava quase diariamente mesmo quando não estava a serviço. Um busto com a imagem de Carlinhos foi construído, em 2011, ao lado de onde se reunia com amigos para jogar carteado. O local ganhou o nome de "Praça Carlinhos".
Carlinhos ao lado do busto na Gávea em 2008 (Foto: Dibulgação/ Flamengo.com.br)
 
 
 
 

O Lateral Toninho Baiano

 
 
ANTONIO DIAS DOS SANTOS
(51 anos)
Lateral Direito
* Vera Cruz, BA (07/06/1948)
+ Salvador, BA (08/12/1999)
 
É sempre difícil para um jogador trocar de clube, caso esses sejam rivais. O estoque de paciência da torcida é bem baixo, principalmente se o jogador em questão fez sucesso no rival nos confrontos diretos ou conquistando títulos. Poucos são os casos daqueles jogadores que superam a desconfiança e obtém sucesso no novo clube. Um desses casos é o do lateral direito Toninho Baiano, que veio do Mengão após boa passagem pelo rival Fluminense.

Toninho Baiano era o apelido de Antônio Dias dos Santos, que nasceu no ano de 1948, em Vera Cruz (BA). Começou nas categorias de base do Galícia como ponta-esquerda. Com a contusão do lateral-direito do time, passa a jogar na lateral, chegando aos profissionais em 1967. No ano de 1969 foi vendido ao Fluminense, onde jogou até 1975, sendo Campeão Carioca em 1971, 1973 e 1975, além de conquistar o torneio Roberto Gomes Pedrosa, em 1970. No clube tricolor tornou-se um jogador polivalente, atuando nas duas laterais e nas duas pontas. 
 
Em 1976, após o técnico do Fluminense Didi declarar que Toninho sofria de um bloqueio mental, o lateral é envolvido numa troca entre Fluminense e Flamengo. Toninho Baiano, Carlos Alberto Torres, Roberto e Zé Roberto vieram pro Flamengo, enquanto Rodrigues Neto, Doval, Renato e Paulinho Amorim tiveram o dissabor de vestir a camisa tricolor. 
 
O início de sua passagem não foi fácil para Toninho, pois foi muito perseguido pela torcida, que lhe culpava pela saída do atacante argentino Doval, ídolo do clube. Dono de bom preparo físico, subia constantemente ao ataque, tornando-se uma importante arma ofensiva do time, e não fugia de divididas. Com essas características Toninho Baiano acabou conquistando a torcida, e em 1977, já era visto como um dos melhores laterais do país. As boas atuações com o Manto chamaram a atenção do técnico Cláudio Coutinho, que lhe convocou para a Copa do Mundo de 1978, junto com Nelinho, do Cruzeiro. Foi titular absoluto, só ficando de fora na decisão do terceiro lugar. Fez ao todo 27 partidas e 3 gols pela Seleção. 
 
Pelo Mengão participou de toda a campanha do Tricampeonato Carioca de 1978/79/79(especial) e do Campeonato Brasileiro de 1980. Em 241 jogos pelo clube, Toninho Baiano marcou 23 gols, número considerado alto para um lateral. Ficou no clube até 1980. 
 
No ano seguinte, especulava-se que ele ainda seria o lateral da Seleção na Copa do Mundo de 1982, mas sua saída para o Al Nasser da Arábia Saudita, encerrou essa possibilidade. Ficou no clube árabe até se envolver em uma tentativa frustrada de transferência para outro clube do país e voltou ao Brasil no mesmo ano. O Al Nasser, que pedia um valor muito alto para liberá-lo não quis o vender e o jogador ficou parado. Após algum tempo conseguiu uma liminar para jogar pelo Bangu, mas o clube árabe conseguiu cassar a liminar depois de quatro jogos e ele foi obrigado a se aposentar em 1982. Aposentado, passou a se dedicar a uma loja de materiais de construção que conseguiu abrir com o dinheiro recebido enquanto jogador. Toninho morreu de mal súbito no ano de 1999, em Salvador (BA). 
 

O calculista ponta-direita Joel

 
JOEL ANTONIO MARTINS
(71 anos)
Ponta Direira
* Rio de Janeiro, RJ (23/11/1931)
+ Rio de Janeiro, RJ (01/01/2003)
 
 
"Fui titular na Seleção e jogo pelo Flamengo. O que mais posso querer na minha vida?" O dono dessa frase é Joel, o habilidoso ponta-direita que defendeu o Manto Sagrado e se tornou ídolo da Nação Rubro-Negra na década de 50. É considerado o maior ponta-direita do clube e um dos melhores jogadores da história do Flamengo, sendo presença garantida em muitas escalações do Flamengo de todos os tempos. Marcou 115 gols em 404 jogos, sendo o 16° maior artilheiro do Mengão.
 
Joel Antônio Martins nasceu no Rio de Janeiro, em 1931. Revelado pelo Botafogo, se transferiu para o Flamengo em 1950, numa transação que envolveu muito chororô pelo lado dos nossos rivais. O time alvinegro acusou o Flamengo de aliciar o jogador e ameaçou romper relações com o clube. Para manter uma relação amigável o Mengão decidiu pagar Cr$100 mil ao Botafogo. Flamenguista desde criança, Joel sempre afirmou que defender o Manto Sagrado foi um sonho realizado.
 
O investimento foi muito lucrativo, pois dentro de campo Joel foi um dos destaques do Flamengo durante a década de 50. Ao lado de Rubens, Dida, Zagallo e Evaristo, formou o time que recebeu o apelido de "Rolo Compressor", considerado um dos maiores ataques da história do Clube, e que conquistou o Tricampeonato Carioca em 1953/54/55.
 
Craque cerebral, inicialmente gerou dúvida nos comentaristas, pois alguns diziam que seu jeito frio e calculista não combinava com a vibração e alegria do futebol brasileiro. Joel concluía com eficiência e se destacava por seus cruzamentos em curva sempre perfeitos, e de vez em quando, na direção do gol surpreendendo não só os zagueiros como os goleiros. Foi com cruzamentos assim que deu passes para dois dos três gols do Mengão na final do Campeonato Carioca de 1954, contra o América RJ.
 
Joel foi um dos seis jogadores do clube que faziam parte da Seleção Brasileira que conquistou a Copa do Mundo em 1958. Fez os dois primeiros jogos como titular, mas perdeu a posição para Garrincha. Jogou pela Seleção em 15 partidas entre 1957 e 1961, marcando 4 gols. 
 
Após a Copa foi vendido ao Valência, mas retornou ao clube em 1961, se tornando Campeão do Torneio Rio-São Paulo, inclusive marcando um dos gols do jogo decisivo contra o Corinthians.
 
Em sua volta ao clube, Joel foi vítima de uma grande humilhação. No dia da decisão do título carioca de 1962, o técnico Flávio Costa mandou parar o ônibus do clube na Praia do Flamengo e mandou Joel descer, pois havia escolhido Espanhol para começar o jogo. O resultado não foi nada positivo pro Mengão. Garrincha acabou com o jogo, o Botafogo venceu por 3 a 0, conquistou o Bicampeonato Carioca e Espanhol não jogou nada. 
 
Talvez por isso Joel transferiu-se para o Vitória em 1963, onde se aposentou em 1964. Joel continuou trabalhando no Flamengo, nas divisões de base tendo a missão de reconhecer os talentos que chegavam na Gávea.
 
Joel morreu de insuficiência cardíaca em 2003. Foi velado no Salão Nobre da Gávea e sepultado no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro, com a bandeira do Flamengo no peito.
 
 
 
HENRIQUE FRADE
(69 anos)
Atacante
* Formiga, MG (03/08/1934)
+ Rio de Janeiro, RJ (15/05/2004)


Henrique marcou época no Flamengo comandando com sua camisa 9, célebres ataques e equipes da Gávea. Defendeu o Manto Sagrado de 1954 até 1963, em 412 jogos. Marcou 216 gols, sendo até hoje o terceiro maior artilheiro da história do clube. Atacante oportunista, com ótima impulsão, Henrique foi um centroavante de boa técnica, apesar do estilo rompedor. Além disso, era dotado de grande velocidade, coragem e visão de gol.
 
Henrique Frade nasceu no ano de 1934, em Formiga-MG. Começou pelo clube em 1954, mas só assumiu a posição de titular do time em 1957, com a saída de Índio para o Corinthians e de Evaristo para o Barcelona. Formou com JoelMoacir, Dida e Babá um dos mais famosos ataques da história do Mengão de todos os tempos, conquistando os Campeonatos Cariocas de 1954/55/63 e o Torneio Rio-São Paulo de 1961. 
 
Atuou pela Seleção Brasileira de 1959 até 1961. Porém Henrique teve uma pequena frustração, pois foi o único atacante do Flamengo que não foi convocado por Vicente Feola para a disputa da Copa do Mundo de 1958. O atacante vinha de uma temporada formidável em 1957, onde marcou 46 gols em 54 jogos. O treinador convocou JoelMoacir, Dida e Zagallo, mas optou por Mazzolla (Palmeiras) e Vavá (Vasco) para o lugar do artilheiro do Mengão. Disputou o Sul-americano de 1959, formando dupla com Pelé e ficando com o vice-campeonato invicto, pois o Brasil empatou na final com a Argentina, que se tornou campeã.
 
Seu jogo mais importante pelo time canarinho foi em 1959, no amistoso contra a Inglaterra no Maracanã, diante de quase 200 mil pessoas. Henrique deu o passe para o primeiro gol, de Julinho, que nesse jogo atuou no lugar de Garrincha e foi vaiado quase o jogo todo, e marcou o segundo na vitória do Brasil de 2 x 0.
 
Saiu do Flamengo em 1963 emprestado para jogar no Nacional-URU e se tornar Campeão Uruguaio. De volta ao Flamengo, foi emprestado à Portuguesa em 1964, onde passou a ser chamado de Henrique Frade, pois naquela época a Lusa tinha um lateral-esquerdo chamado Henrique Pereira e o sobrenome Frade foi usado para a diferenciação entre os dois. Em 1965 transferiu-se para o Atlético-MG, e encerrou a carreira em 1967 atuando pelo Formiga, clube de sua cidade natal.   
 
O ex-jogador morreu em 2004. Henrique morava no Rio de Janeiro e desde 1997 sofria com problemas de locomoção causados por uma fratura mal calcificada de uma de suas pernas.
 

 

Falar em Fair Play é lembrar de Jaime de Almeida!

JAIME DE ALMEIDA
(53 anos)
Lateral Esquerdo

* São Fidelis, RJ (1920)
+ Lima, PERU (1973)

Após o último jogo Flamengo x Palmeiras a expressão “Fair Play” foi muito utilizada devido às atitudes e declarações do atacante alviverde Kléber. A Nação não o perdoou e perdeu um bom tempo ofendendo o atacante que apresenta em seu currículo uma série de atitudes maldosas e muitas expulsões, polêmicas estas que são muito mais numerosas que os seus gols e os títulos que conquistou. Que tal usarmos o nosso tempo de forma mais produtiva e prazerosa? Ao invés de dar audiência pra um jogador de outro time, não é melhor dar audiência a um jogador do Flamengo que foi sinônimo de “Fair Play” enquanto atuou pelo Mengão? 
 
Se você se interessar lhe apresento Jaime de Almeida! Seu “Fair Play” era tanto que em uma partida foi capaz de cumprimentar um jogador adversário que havia feito um belo gol contra o Flamengo. Se fosse hoje em dia será que a torcida entenderia esse nobre gesto? Provavelmente não. Seria execrado pela torcida, taxado como traidor e sairia do clube pela porta dos fundos...
 
Jaime de Almeida foi um jogador que se destacou pela sua conduta correta, fato que lhe rendeu a marca de ser o primeiro jogador da Seleção Brasileira a conquistar o prêmio Belfort Duarte, em 1949. O prêmio Belfort Duarte, criado pelo Código Brasileiro Disciplinar de Futebol (CBDF) em 1946, era dado ao atleta que não tivesse sofrido qualquer punição esportiva durante dez anos, tendo esse jogador participado de pelo menos 200 jogos oficiais, entre campeonatos estaduais, nacionais e internacionais. 
 
Jaime de Almeida nasceu em São Fidelis (RJ), no ano de 1920, mas foi revelado pelo Atlético-MG, em 1936. Fez 25 jogos pelo clube, sem marcar gols, e em 1938 é vendido para o Flamengo. É no Mengão que faz história ganhando títulos, chegando a Seleção Brasileira e sendo escolhido no ano de 1946 o melhor lateral-esquerdo da América do Sul. 
 
Jogador eficiente na marcação e no apoio, numa época em que poucos executavam essa função, formou com Biguá e Bria a linha que protegia a defesa do Mengão durante a conquista do Tricampeonato Carioca de 1942/43/44. Defendeu a Seleção entre 1944 e 1946, fazendo 15 jogos e  marcando um gol. 
 
Como jogador do Flamengo jogou durante doze anos, de 1938 até 1950, fazendo 342 jogos e marcando 31 gols. Conquistou dez títulos pelo clube, sendo os mais importantes os quatro Campeonatos Cariocas, em 1939/1942/43/44. Após se aposentar virou técnico do clube, e comandou a equipe em 69 jogos, obtendo 32 vitórias, 20 empates e 17 derrotas. 
 
Faleceu no ano de 1973, em Lima (PER), onde morava após treinar o Alianza Lima, de 1961 a 1966. O seu filho, que também se chama Jaime de Almeida, já jogou pelo clube, sendo zagueiro na década de 70, e hoje é auxiliar técnico do Luxemburgo.
 
 
 
Gaucho2.jpg
 
Luís Carlos Tofolli
GAUCHO
Atacante ( 52 anos )
* Canoas, RS (07/03/1964)

 Sao Paulo, SP (17/03/2016)


Luís Carlos Tofolli (Canoas7 de Março de 1964) é um atacante revelado nas divisões de base do Flamengo e que fez história no Mais Querido do Brasil.

Conhecido pelo apelido de Gaúcho, o ex-atacante é mais uma daquelas provas cabais da escrita que diz que Craque o Flamengo faz em casa. Revelado na badalada base do Fla nos idos de 80, Gaúcho que houvera de subir ao time principal em 1982, jogou pouco em seus primeiros anos como futebolista profissional. Não por menos, uma vez que aquele elenco era formado por nomes como TitaNunesLico e até mesmo, o ídolo maior da Nação Rubro Negra,Zico.

Pouco aproveitado na Gávea, Gaúcho deu seu primeiro adeus ao Fla, transferiu-se para o modesto XV de Piracicaba e destacou-se, de forma que não demorou para que o Grêmio, clube do seu torrão natal, o chamasse para ocupar a posição de atacante. Mais uma vez feliz em outro clube, Gaúcho seguiu, numa lucrativa negociação, do Grêmio para o então obscuro futebol japonês, a fim de atuar pelo Verdy Kawasaki, onde não teria passagem tão brilhante.

De volta ao Brasil, Gaúcho passou pelo Santo André e posteriormente conseguiu um contrato com o Palmeiras, clube que o projetaria definitivamente para o hall dos grandes jogadores brasileiros. Apesar da boa passagem pelo Verdão, onde atuou em 79 jogos e marcou 31 gols, ironicamente foram duas defesas que marcaram a trajetória do ex-jogador no clube do Palestra Itália.

Em partida decisiva válida pelo Campeonato Brasileiro de 1988, contra o clube do seu coração e que o revelara, o Flamengo. Gaúcho se viu obrigado a substituir o goleiro Zetti, do Palmeiras, que havia quebrado a perna numa dividida com Bebeto e tivera de sair de campo. Com uma vitória parcial de 1 a 0 o clube paulista se classificaria para a próxima fase, no entanto, um gol do mesmo Bebeto em cima de Gaúcho, encaminhou a partida para a disputa de pênaltis inusitada, com o ex-atacante atuando de goleiro.

O que parecia favas contadas, no entanto, não se concretizou desta forma. Surpreendentemente, Gaúcho pegou dois pênaltis chutados respectivamennte pelos tetracampeões mundiais Aldair eZinho, converteu um em cima do goleiro rubro-negro Zé Carlos e garantiu a vitória do Palmeiras em cima do Flamengo. Ali o jogador não só viveria seu primeiro dia de herói, como chamaria definitivamente a atenção do Mais Querido do Brasil.

Gaúcho defende pênaltis

Dois anos mais tarde, o atacante voltou ao Flamengo para tornar-se ídolo da Maior torcida do Brasil. Com seus gols de cabeça, ajudou o Fla a conquistar aCopa do Brasil de 1990, o Campeonato Carioca de 1991 e o marcante pentacampeonato de 1992. Naquele certame, aliás, o ex-jogador marcou diversos gols e montou ao lado de JúniorGilmar e Uidemar, um grupo experiente, dentro de um outro formado essencialmente por jovens jogadores revelados pelo próprioFlamengo.

Aliás, em 1992, não foram só os gols que o puseram em condição de protagonista, Gaúcho também esteve no foco das atenções fora do gramado, principalmente após o primeiro jogo da decisão, vencido por 3 a 0 pelo Rubro-Negro. O resultado garantiu ao ex-jogador a vitória em uma aposta com o conterrâneo Renato Gaúcho, então no Botafogo e que teve que pagar um churrasco para o amigo no dia seguinte a partida.

O ex-atacante disputou 200 partidas com a camisa rubro-negra e marcou 98 gols, tendo sido o artilheiro dos Campeonatos Cariocas de 1990 e 1991, da Taça Libertadores da América de 1991 e da Supercopa da Libertadores de 1991.

Teve uma breve passagem pelo Boca Juniors em julho de 1991. Após bom desempenho na Libertadores da América, de onde saíra como artilheiro, foi emprestado ao clube argentino para a disputa de dois jogos decisivos no campeonato local. O titular do Boca, Batistuta, estava disputando a Copa América pela Seleção da Argentina. Gaúcho não foi bem e logo voltou para o Flamengo que excursionava pela Europa.

Saiu pela última vez da Gávea no ano de 1993, contratado pelo italiano Lecce, depois passaria por Ponte Preta e Atlético MG até encerrar, sem muito brilho, a sua carreira no arqui-rival rubro negro Fluminense.

Em 2001Gaúcho fundou o Cuiabá Esporte Clube, que em 2003, passou a participar do Campeonato Matogrossense e já conquistou o dois títulos regionais.

Dados

Nome Completo: Luís Carlos Tofolli
Apelido: Gaúcho
Data de Nascimento7 de Março de 1964
LocalCanoas (RS)
Posição: Atacante
Altura: 1,82 m
Peso: 79 Kg

Nº de Jogos: 200
Nº de Gols: 98

1º Jogo: 6 de Junho de 1982 (Flamengo 2x0 Desportiva Ferroviária)

 
 
 
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